Repórter é agredido após eleição no Corinthians


05/02/2018


O repórter Flávio Ortega

A vitória de Andrés Sanchez na eleição para presidente do Corinthians fez com que a confusão se instaurasse no Parque São Jorge. O repórter Flávio Ortega, da ESPN Brasil, foi agredido por torcedores enquanto tentava realizar a cobertura após o pleito.

“Eles tentavam derrubar o nosso equipamento. Eles morderam o braço do nosso câmera, o Marcelo, pra que derrubasse a câmera. No momento em que derrubou a câmera, ele ainda levou outro soco na nuca. Eu tentei socorrê-lo e fiquei um pouco mais vulnerável”, disse o jornalista em participação no Bate Bola, da ESPN.

Os agressores afastam a câmera e tentam impedir o trabalho da equipe de filmagem da emissora. O vídeo está circulando pelas redes sociais e em grupos de bate-papo, mas o áudio não deixava claro qual era a reclamação dos homens com Ortega.

“Eles não queriam que a gente filmasse. Não queriam que houvesse a identificação desses vândalos, não queriam que a gente mostrasse o rosto deles. Muitos torcedores estão até se desculpando, dizendo que se sentem envergonhados pela atitude desses vândalos. Quero deixar bem claro que sei bem separá-los, está tudo certo”, acrescentou Ortega.

O repórter Anselmo Caparica, do SporTV, prestou solidariedade ao colega de profissão e disse que quase foi vítima da mesma ocorrência. “Lamentável. Toda a minha solidariedade a ele. Nós escapamos por pouco”, disse o jornalista do grupo Globo.

Um grupo de torcedores se revoltou após a vitória de Andrés Sanchez e iniciou uma confusão enquanto o candidato eleito se preparava para dar entrevista. O protesto ocorreu minutos depois de torcedores entrarem no clube e forçarem a porta do ginásio.

Seguranças do Corinthians agiram, mas não conseguiram evitar a entrada de algumas pessoas, que não traziam menção a nenhuma organizada em suas roupas. Após o anúncio da vitória, os torcedores se aproximaram de Andrés e gritaram frases como “Aqui não tem burguês” e “Preste atenção, respeite a camisa do Timão”.

Durante a confusão, o dirigente chegou a perder o equilíbrio, além de ser atacado com um copo de cerveja. Por causa do avanço do grupo, seguranças que estavam na escolta de Andrés tentaram levá-lo para fora do ginásio. Sem sucesso e com mais empurra-empurra, decidiram ficar no local.

Andrés, então, foi levado a um dos cantos do ginásio e concedeu a entrevista coletiva em frente a um banheiro. Às 17h45, novamente sob protestos, o novo presidente conseguiu enfim, escoltado pela polícia, sair do local da votação em direção ao estacionamento.